sexta-feira, 31 de dezembro de 2010


Sua majestade, Peninha

Patrono da Feira do Livro deste ano, Peninha encerrou sua meteórica passagem
por Passo Fundo na tarde deste sábado, com palestra onde brincou falando
sério sobre história, literatura, futebol e política: 
            Com frases como “o Brasil é um país esquizofrênico!”, “não acredito que vocês, passo-fundenses, deixaram que se perdesse um time e um estádio como o do Gaúcho!” e “entre os tipos de governo sou mais adepto da monarquia, desde que, claro, eu seja o rei!”, Eduardo Bueno fez sua 1h de palestra passar voando no palco da 24ª Feira do Livro de Passo Fundo. Ao jogar com assuntos de todos os tempos e das mais diversas dimensões geográficas, criou uma espiral quase sem fôlego de exaltações, ensinamentos e boas risadas. Metido a piadista (e dos bons), Peninha demonstrou em vários momentos a lucidez, a coerência e o esclarecimento que só alguém que conhece profundamente a história do Brasil consegue ter a respeito da realidade atual. “É piegas e repetitivo, mas tenho que dizer: um povo que não conhece a própria história está fadado a repeti-la, e eu é que não quero viver tudo aquilo outra vez”, começou.
            Sem medo de se posicionar, afirmou que hoje o Brasil está mais maduro do que nunca, graças a Lula. “Sou um dos seus maiores críticos, mas não importa se você gosta da pessoa dele ou não. Lula foi o primeiro presidente da história do país que veio da classe trabalhadora, e não da elite, e isso faz toda diferença”, explicou. Conhecedor não apenas da história do Brasil, mas também de música – falou de sua paixão por Bob Dylan – e literatura – a famosa tradução de On the road foi um dos temas da palestra -, Peninha ainda declarou com veemência: “Admito que sou um apaixonado por futebol”, aproveitando para brincar com o fato dos muitos gremistas (como ele) na plateia, e alguns poucos colorados, “muito corajosos de aparecerem por ali”.
            Acidamente crítico, definiu a situação do futebol passo-fundense como um claro exemplo de uma população que não exerce seu direito de cidadão. “O Gaúcho é um patrimônio histórico do estado, é um absurdo estar nessa situação, reclamou. Após a palestra, atendeu a uma interminável fila de fãs em busca de apenas um autógrafo. Deu mais: conversador por natureza, trocou ideias com todo mundo, posou para fotos e foi embora depois de quase duas horas deixando para Passo Fundo a sensação de que esse patrono, sim, valeu a pena.

Gaúcho prepara elenco para 2011

Correio do Povo



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ANO 116 Nº 90 - PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 30 DE DEZEMBRO DE 2010

Gaúcho prepara elenco para 2011

O Gaúcho, de Passo Fundo, fará uma série de avaliações com atletas interessados em fazer parte do grupo que disputará a Segundona Gaúcha de 2011. A seletiva será feita pelo próprio técnico do Gaúcho, Ricardo Attolini, entre os dias 13 e 15 de janeiro, no campo da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia da Universidade de Passo Fundo. O clube já acertou a contratação de 15 jogadores

GAÚCHO 2011

Gaúcho intensifica treinos de avaliações em atletas da cidade e região



Foto: Lucas Tibolla
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Dias, 13, 14 e 15 de Janeiro de 2011 ,o Gaúcho estará realizando uma série de testes em garotos da cidade e região que gostam de futebol, e não tem oportunidades de ingressar em um clube. Essas avaliações são feitas sempre pela parte da tarde, com acompanhamentos do técnico Ricardo Atollini, no centro de treinamento da UPF, as 17:00 hrs .

O objetivo é analisar jogadores com capacidade de ingressar nos profissionais do clube,  para a disputa da Segundona Gaúcha, que inicia no mês de fevereiro. 


O grupo do alviverde deverá ser formado por 22 jogadores, sendo que a grande maioria será coposta pela base. Mas também terão jogadores mais experientes, que já passaram por outros clubes do Futebol Gaúcho, inclusive da primeira divisão.

FELIZ 2011


Os dias são atarefados,
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As horas
 passam depressa, 
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Os segundos 
são escassos,
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mas há sempre tempo de enviar um e-mail
 ...
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Desejando... 
FELIZ NATAL!!!
                ... 
FELIZ ANO NOVO!!!
                ... 
RICAS BÊNÇÃOS DE DEUS!!!

... e um milhão de coisas boas para você no novo ano de
 2011 !!! 
 
 


O espírito Gaúcho não morre

“Hoje vai dar Gaúcho”. Torcedores são palpiteiros. Torcedores acertam e clamam aos ares que foram profetas. Torcedores erram e ignoram o que disseram antes de a partida começar. Ou botam a desculpa na má atuação de algum ou outro jogador. Torcedores comuns não têm qualquer poder em suas palavras quando preveem um resultado. Atiram verbetes no vácuo e, bem, torcem. Mas quem dizia aquilo era Daison Pontes.
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Houve um tempo em que nenhum time poderia se julgar merecedor de reinar no Rio Grande do Sul sem sobreviver ao teste de Passo Fundo. Eram os anos sessenta, o estadual havia acabado de trocar o formato das fases regionalizadas por um torneio longo, próximo do que se tem hoje, e o Sport Club Gaúcho passara a ser figura cativa na elite do Estado. Daison fazia dupla com seu irmão, João Pontes, e juntos os dois formaram a mais temida defesa do interior.
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Antes da criação dos cartões de advertência, em 1970, quando um jogador ser excluído da partida era raridade, Daison acumulou doze das suas dezoito expulsões na carreira – somente no insano 1964, foi mandado aos vestiários mais cedo em quatro ocasiões. João, o irmão mais novo, fora convidado a se retirar sete vezes. Daison não admitia desrespeito. Matou um cusco, bateu em criança, e certa vez destruiu com uma joelhada a coluna do argentino Nestor Scotta, do Grêmio, ao vê-lo cuspir na área do Gaúcho.
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O lendário zagueiro chegou a tentar a sorte no Rio, de onde foi mandado embora por bater demais nos atacantes durante os treinos. Construiu sua fama em Passo Fundo. Estimulou a mística varonil da cidade, sendo suspenso do futebol por tudo o que um jogador poderia imaginar. Doping incluído. Em 1974, insultou o árbitro José Luiz Barreto após a marcação de um pênalti contra seu time, e ouviu do apitador que, se os dois se encontrassem fora de Passo Fundo, o cartão vermelho subiria para Pontes. “Se me expulsar, te quebro a cara”, respondeu Daison, que fez mais: prometeu só parar depois de atorar um árbitro.
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Semanas depois, Daison e Barreto se reencontraram em Santa Maria, num jogo do Gaúcho contra o Inter local. O juiz cumpriu a promessa. O beque, também. Foi a última expulsão da carreira de Daison, que, pela agressão, mergulhou numa suspensão de um ano e meio antes de voltar a vestir a camisa verde de seus amores. A mesma camisa verde que sumira dos gramados sulinos depois de 2007, quando o Gaúcho perdeu na Justiça o caldeirão diabólico que era o estádio Wolmar Salton. É por não ter recuperado ainda sua cancha que o Gaúcho está mandando suas partidas na cidade de Marau. É por acreditarem que o clube é grande demais para permanecer inativo que seus dirigentes decidiram retomar o futebol profissional.
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E é por saber que sua palavra permanece sendo lei que Daison Pontes decretou, à beira do campo, antes do duelo de domingo: aquele jogo contra o Esporte Clube Passo Fundo, o Clássico Ga-Pas, só poderia ser do Gaúcho.
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A pequena Marau dista de Passo Fundo pouco mais de trinta e cinco quilômetros e não tinha qualquer perspectiva de observar no seu estádio algo de futebol profissional. A própria arquitetura do campo, duas arquibancadas nos cantos da relva com um PRÉDIO para a imprensa atrapalhando toda a visão no centro, evidencia o pouco costume do projetista em frequentar estádios de futebol. Pouco tempo atrás, a escassa chance de Marau contar com jogos envolvendo esportistas pagos equivalia às reduzidas perspectivas passo-fundenses de ver suas equipes de volta à ativa.
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Há um ano, nem Passo Fundo e nem Gaúcho tinham equipes montadas. O Passo Fundo foi o primeiro a se mobilizar. Tido pelo conhecimento popular e exaltado nas faixas da torcida como o sucessor do velho alvirrubro citadino, o 14 de Julho, o clube na verdade surgiu como uma fusão destes com o próprio Gaúcho, em 1986. Os alviverdes desistiram daquilo um ano depois, e o Esporte Clube Passo Fundo, que se iniciara tricolor – verde, vermelho e branco -, passou a se assumir como o novo 14, usando apenas o rubro e o alvo. Em 2009, o clube imaginava estar voltando sozinho para a atual temporada, e apresentou um fardamento novamente tricolor.
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Mas o Gaúcho, meses depois, disse que não estava extinto como se pensava. Trazia no coração, bem vivas, umas línguas de fogo de rivalidade, que queimavam o ar pelas palavras de seus comandantes. Preferiam Marau, diziam eles, porque mandar jogos no estádio do rival, o Vermelhão da Serra, atormentaria seus pensamentos até o último suspiro de suas existências. Em Marau, o Gaúcho vende ingressos não em bilheterias, mas nas vias de acesso ao campo. A estrada conduz ao Estádio Carlos Renato Bebber, que assim se chama para homenagear um jovem morto eletrocutado naquela zona – talvez por não terem pego o espírito da coisa, no domingo alguns sujeitos podiam ser flagrados empinando pipas nas cercanias da cancha, perto da rede elétrica.
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A torcida do Passo Fundo, com seus trapos bradando “14 de Julho” e “Felipe – é gol”, foi colocada do lado DE FORA do estádio, atrás de uma das goleiras, pagando ingresso para mirar o duelo através do alambrado. Na Segundona Gaúcha, o estatuto do torcedor tem o mesmo valor das bobinas que as torcidas utilizam – pode ser atirado no campo e esquecido. Os aficionados tricolores se encaminharam até um dos dois lances de arquibancada do Carlos Renato Bebber e reclamaram que, no Vermelhão, não haviam deixado ninguém assistindo ao combate sobre coxilhas de terra vermelha. No setor já estavam postados alguns torcedores do Gaúcho, mas a entrada dos apoiadores do Passo Fundo foi permitida. Não se registraram incidentes mais graves que insultos às mães alheias.
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Em campo, o duelo já contava quase todos os quarenta e cinco minutos iniciais e pouco, muito pouco, merecera análises aprofundadas dos comentaristas das rádios passo-fundenses. O Clássico Ga-Pas de número CATORZE (só), o primeiro disputado fora de Passo Fundo, teve sua metade de abertura com muitos carrinhos, outro tanto de passes errados, e dois goleiros exercendo funções semelhantes às de quem estava nas arquibancadas: olhar o resto do time correr e gritar para empurrar. A partida se resumia ao espaço entre as duas intermediárias. Luciano, o goleiro do Passo Fundo que só fora ameaçado uma vez até o intervalo, declarava com enfaro ao sair de campo: “que jogo bem ruim, não acontece naaaaaaada” – com a profusão de vogais notável.
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O técnico Bebeto Rosa preferiu manter os tricolores no clima da cancha. Levou sua lousa para a frente da casamata e, com os jogadores sentados no banco de reservas, dedicou-se a fazer as correções que julgava necessárias e a discorrer sobre as entradas violentas, os passes certeiros, os amores, e todas essas coisas que transformam homens comuns em campeões. Tendo suas frases entrecortadas pela batucada da torcida do Gaúcho no teto da casamata, Bebeto viu como seus comandados pareceram entender a ordem. O Passo Fundo teve seus melhores momentos nos primeiros minutos depois do apito de reinício do árbitro, castigando a trave do Periquito aos 65 minutos, através de Fabiano Diniz.
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O segundo tempo estava definitivamente mais movimentado. Paulo Roberto, tricolor, bateu cabeça com o adversário Didi, caiu no chão tendo convulsões de dor e sangrou litros. Em algum canto do estádio, o saudosismo de Daison Pontes deve ter aumentado um pouco mais. A ambulância amassou a relva para levar Paulo Roberto até o hospital mais próximo, e os torcedores do Passo Fundo seguiam ocupados demais ovacionando seu gladiador caído para perceber que, depois da paralisação, o jogo foi mais e mais do Gaúcho.

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Naquela equipe de verde havia um zagueiro que em toda a tarde não conheceu o erro. E um capitão capaz de vibrar pela menor vitória simbólica obtida em campo. Baggio e Paulinho. O Ga-Pas começou a inverter sua tendência por causa deles. Baggio e Paulinho, sob influência das palavras infalíveis de Daison, derrubaram a parede de seus limites para colocar o Gaúcho um pouco mais sonhador, um pouco mais pegador, e totalmente vencedor. E aos 82 minutos, num cruzamento à área, foi o baixo Guinho quem se esticou para cabecear e caiu se enroscando nas redes para fazer o 1 a 0 do Periquito, mas foram Baggio e Paulinho os que mais vibraram.
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A partida se estendeu até os 90+8 minutos, em função da ambulância e das paradas para beber água. Mas o Passo Fundo não conseguiu recobrar seu rumo. No quinto minuto de acréscimo, quase lamentou o segundo gol contrário, numa esfera que se esmagou no travessão. O Gaúcho venceu o clássico. O Gaúcho, que por três temporadas permaneceu fechado, enterrado, e dado como morto, garantiu a classificação com os pontos ganhos sobre o maior rival. “O Gaúcho não vai morrer nunca”, declarou um eufórico dirigente, com a satisfação que só conhece quem já perdeu uma paixão e a reconquistou.
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Aos poucos os torcedores iam tomando a estrada, deixando as dependências do estádio e engarrafando as vias que abandonam Marau. Na onda de otimismo, com o mesmo olhar feroz que tantos ossos trincou e um porte físico digno de fardar e entrar em campo apesar dos setenta invernos que pesam sobre as costas, Daison Pontes chegou a afirmar que não tem dúvidas de que o Gaúcho ainda vai recuperar seu estádio em Passo Fundo. E se Daison diz…
*
Maurício Brum





Adair, cidadão passo-fundense - a morte de Téio - 07-08/08/2010

Domingo, 08/08/2010 por Meirelles Duarte | categorias Memórias do Esporte

Acoluna vem hoje com dois nomes que brilharam em nosso futebol do passado. Adair Lopes Bicca, nascido em São Gabriel no dia 5 de julho de 1946, e Téio, ou João Carlos Ribeiro Corrêa, nascido no dia 19 de julho de 1946 - vemos que ambos nasceram no mesmo mês e ano. Adair recebeu no último dia 4, o pomposo título de cidadão passo-fundense, numa concorrida sessão solene na Câmara de Vereadores, por iniciativa do vereador Aristeu Dalla Lana. Bica, como é conhecido, brilhou com a camisa do Gaúcho. Iniciou garoto no Lamas Futebol Clube em 1959 indo para o Grêmio em 1963, tornando-se campeão juvenil do Estado. Como profissional veio para o Gaúcho em 1965. Em 1967 e 68 jogou no Rosário da Argentina. Voltando, jogou no Cachoeira, Esportivo, encerrando a carreira de jogador no Encantado em 1975. No ano seguinte iniciou como técnico no Santo Ângelo. Encerrou a carreira de técnico no São Borja em 1978. Voltando a Passo Fundo, ele ingressou, por concurso, para as atividades públicas, onde se aposentou. Convidado pelo médico Jorge Salton, assumiu as categorias de base do Gaúcho, somando uma série incontável de títulos estaduais e até sul-americanos, tornando-se um dos mais cobiçados preparadores e reveladores de meninos. Foi casado com Maria Salete de Castro, tendo o casal os filhos Letícia e Felipe, tendo já uma netinha, Isadora, de nove meses.
A morte de Téio
No último dia 31 de julho, após longa enfermidade, nos deixou o grande ponteiro João Carlos Ribeiro Corrêa, o estimado e admirado Téio. Faleceu com 64 anos de idade. Nasceu na cidade de Itaqui, sendo filho de Joaquim Godinho Corrêa e Ana Rita Ribeiro Corrêa. Deixou vários irmãos e um número muito grande de sobrinhos. Casou, em 1970, com Belmira Casagrande, tendo os filhos, o professor Paulo César e as filhas Débora e Andressa. Téio figurou em vários clubes da região, como Ypiranga de Erechim e o Atlético de Carazinho. Também jogou no Riograndense de Santa Maria. Em 1979 ingressou no Gaúcho, onde mais brilhou em sua carreira sendo muito querido pela torcida e por toda a cidade. Depois de deixar o futebol trabalhou em várias revendas de veículos na cidade. Teve uma passagem nos escritórios da Cervejaria Brahma levado pelo seu grande amigo Silvio Carrão que era um dos maiores admiradores do atleta. Téio era o jogador-cidadão, assim classificado pelo dirigente Daniel Winik, pois nunca causou qualquer problema na hora de renovar seus contratos e como jogador, dava o sangue pelo seu Gaúcho.
Foto 01: O Gaúcho, com Bica, que enfrentou ao Palmeiras em 1965, no estádio Wolmar Salton. Vemos, em pé, Amâncio, Maneco, Nadir, Adair Bica, Machado e Vadecão. Agachados: Meca, Gitinha, Olavo, Queiroz e Antoninho
Foto 2  Téio recebe do técnico Vacaria o troféu de melhor em campo, na vitória do Gaúcho diante do Ypiranga por 2 x 1, sendo ele autor do gol da vitória.

Canções para um velho Gaúcho

Reportagem: Iuri Müller e Maurício Brum
Texto: Maurício Brum

“O que vocês querem com o Gaúcho? O clube está morto!”. Do outro lado da linha, em alguma redação passo-fundense, não foi com palavras medidas por pena que o jornalista daquelas bandas disse isso. Falou com a naturalidade de quem chega estapeando um balcão de bolicho e pede o de sempre. O passo-fundense deve ter até se indignado ao ver que alguém levava a sério os projetos de retorno de um clube sem estádio e com o departamento de futebol fechado. Pois levamos. E o mais importante: contra a POUCA FÉ dos periódicos locais, o Gaúcho acredita nos seus próprios planos.


Quando encontrar
Nos atalhos desta pampa
Tropas vendidas, 
Seduzidas por vinténs,
 
Lembra guri:
 
Nem que o mundo venha a baixo,
 
Jamais entregues

A querência pra ninguém [1]

Aquele Gaúcho fundado em 1918. O primeiro quadro a aceitar negros em Passo Fundo. O mais querido da cidade. O clube que jogou por vinte anos no campinho da Montanha, passou outros vinte noutra praça e, num esforço coletivo, retornou em 1958 ao terreno original para erguer seu templo, o Estádio Wolmar Salton. O Gaúcho dos irmãos Daison e João Pontes, a dupla defensiva mais violenta – leia-se gloriosa – que já pisoteou essas coxilhas. O time em que Bebeto, o Canhão da Serra, se fez rei e empilhou gols até quase os quarenta anos de idade. O primeiro clube do Norte gaúcho a atuar na elite do campeonato estadual na era moderna – e na antiga. O tricampeão da Segundona, dono das taças de 1966, 1977 e 1986.



Por isso, quando se encontra
No espelho fundo de si
Ouve o tempo debochando
Bem-te-vi
Já te vi bem
Já te vi bem
Bem-te-vi [2]
Mas a verdadeira catástrofe ocorreria na parte final do ano. Incapaz de arcar com as dívidas de indenização a um jovem que ficara tetraplégico após um acidente nas piscinas do clube em 1996, o Gaúcho foi obrigado pela Justiça a leiloar o Estádio Wolmar Salton para obter os fundos.

A própria família do jovem adquiriu o estádio. Queria revendê-lo imediatamente para a Wal Mart, essa FIRMA com COMPULSÃO por acabar com antigos campos de futebol. No entanto, uma medida tomada pela Prefeitura um dia antes do leilão não deixou o negócio ir adiante: o Wolmar Salton havia sido tombado como patrimônio de Passo Fundo. Enquanto se tentava definir o que era estádio e o que não era – ou o que estaria protegido e o que poderia ser demolido –, a Wal Mart anunciou que só adquiria o terreno se fosse a área inteira. O Gaúcho tentou reverter o leilão. Os compradores, o tombamento. A causa do clube é defendida por advogados que trabalham de graça, e o BRUXULEIO nos tribunais segue até hoje. Como resultado, o fim do profissionalismo alviverde.

Só restou desta lenta agonia
Distorcidas e mortas visões
Das peleias, teatro e poesia
E os arpejos de tristes violões [3]

Como disse o desinteressado repórter passo-fundense, aquele Gaúcho estava mesmo morto. Abandonado, o decadente estádio era a imagem sem necessidade de legendas, a bem-pintada AQUARELA de um clube tradicional caído. Paredes sujas, marcadas por PICUMÃ, velhos escritórios invadidos por sem-tetos atrás de abrigo. O gramado alto, sem ver um corte há tempos, e os cantos onde houvera marca de cal tomados por uns capins cuja vontade explícita era a de serem CAPÕES. Recentemente, denunciaram os jornais, pedaços do Wolmar Salton estariam sendo surrupiados por dependentes químicos que veriam nos metais e nos concretos o sustento do seu VÍCIO. Os torcedores, os de verdade, acompanharam tímidas notas falando sobre a provável volta da equipe. Diante daquele gigante despedaçado que era o estádio onde tantas vezes gritaram, questionavam-se uns aos outros sobre como crer no retorno.

Sopram ventos desgarradosCarregados de saudade 
Viram copos, viram mundos
 
Mas o que foi
 
Nunca mais será
 [4]

A temporada atual abriu-se com o Gaúcho de volta aos campos. Não o profissional. E nem sozinho. Numa das raras medidas LÚCIDAS da Federação Gaúcha, uma PROTEÇÃO às equipes de peso histórico, a inscrição de quadros novos nos torneios estaduais de base encontra uma série de barreiras. Não raro, é preciso que as escolinhas, que botam em campo todos os seus jogadores, peguem emprestado o nome de algum clube já filiado à FGF. .

A liberdade não tem tempo nem fronteiras
O homem livre não verga, não perde o entono 
Vai repetindo a todos num velho grito
 
Passam os tempos, mas a terra ainda tem dono

Acréscimos 06/12/2010 Segunda-Feira, 06/12/2010 por Marcelo Alexandre Becker

Gaúcho – A torcida tem que apoiar, seja onde for

Tenho alguns amigos que são torcedores do Gaúcho há muito tempo, e todos sempre falavam: “no Vermelhão eu não vou”. Apesar de entender a rivalidade local, a atual situação do Gaúcho não permite este tipo de pensamento, afinal torcem pelo estádio ou para o time? O Fluminense foi campeão brasileiro jogando quase todas as partidas no Engenhão, que é administrado pelo Botafogo. Por isso penso que a torcida tem que estar onde o time estiver, seja qual estádio for. 

Sport Club Gaúcho, é?!

Soveral , Reporter  RBS TV Pelotas 

No Jornal do Almoço desta quinta-feira (30), revelei o meu clube no coração, após uma pegadinha que me pegou de surpresa, diga-se de passagem. Bom, fiquei em uma enrascada, mas como perguntaram qual é o clube do meu coração revelei que é o Sport Club Gaúcho de Passo Fundo. Foi o clube onde passei a minha infãncia e joguei na escolinha de futebol, embora não tenha tido sucesso como atleta!  Sport Club Gaúcho, é?!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

BOLA PRA FRENTE LINK

FECHANDO O ELENCO

» Esporte

O Nacional 
Publicado em 28/12/2010

Fechando o elenco


Gaúcho fará seleção de atlteas para fechar o grupo profissional para a Segundona 2011



Créditos : Divulgação/SCG

Assim como foi feito para a temporada 2010, com um resultado acima do esperado pela própria diretoria, o Sport Club Gaúcho fará uma série de avaliações com atletas interessados em integrar o elenco do alviverde para a disputa do Campeonato Gaúcho da segunda Divisão 2011.
O processo de seleção de atletas será realizado diretamente pelo técnico Ricardo Attolini, nos dias 13, 14 e 15 de janeiro, no campo da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia da Universidade de Passo Fundo. Segundo a diretoria do clube, cerca de 15 jogadores já estão acertados para a disputa da Segundona do ano que vem, sendo que, apesar das baixas do Goleiro Souza, e do volante Dudu, que foram para o rival Esporte Clube Passo Fundo, o Gaúcho manterá a base que mostrou bom desempenho este ano. “Já estamos acertados com a maioria dos jogadores que estiveram com a gente em 2010, e foram aprovados tanto dentro como fora de campo”, disse o presidente do Gaúcho, Gilmar Rosso, que destacou também que na equipe principal serão usados alguns jogadores das categorias de base. “O trabalho feito na base este ano foi muito bom, e por isso sabemos que tem alguns jogadores ali que estarão no elenco profissional”.
Camisas passaportes – O Sport Club Gaúcho já iniciou às vendas das camisas passaportes. O torcedor paga R$ 100 pela camisa, e tem direito a assistir todos os jogos de mando do clube nas cadeiras do estádio Vermelhão da Serra, e há uma vaga de estacionamento. “Queremos vender todos os passaportes, pois isto evitará que o clube tenha que fazer as costumeiras rifas, por isso pedimos, mais uma vez, o apoio de nosso fiel torcedor”, disse Gilmar Rosso. As camisas passaportes podem ser compradas na lojas Maré Alta e Pés Calçados, e no Posto Esso Moron e Loja Preço Único  .

Contratados do Gaúcho serão anunciados gradualmente


Entre os já confirmados estão Renan, Marcelo Bela, Patrick e Diego Miranda, todos que vestiram a camisa alviverde em 2010
Redação Passo Fundo
(Redação Passo Fundo / DM)
 Kleiton Vasconcelos 




Faltando pouco mais de duas semanas para começar os trabalhos dentro de campo visando a Segundona 2011, a direção do Sport Club Gaúcho diz ter um grupo já formado. Contudo, de acordo com o técnico Ricardo Attolini, os novos contratados serão apresentados aos poucos. Entre os já confirmados estão Renan, Marcelo Bela, Patrick e Diego Miranda, todos que vestiram a camisa alviverde em 2010.

Conforme Attolini, são 12 contratados, incluindo goleiro, lateral-esquerdo, zagueiro, volante, meia e atacante. “O (presidente) Gilmar Rosso pode definir mais um atacante, um lateral-direito, um meia, um zagueiro e um volante. Serão nomes surpreendentes” expôs o técnico. Fora esses, o Gaúcho está acertado com alguns jogadores que trabalharam no clube em 2010, como o Renan, o Marcelo Bela, o Patrick e Diego Miranda.

Todos os contratados vão ser anunciados e apresentados de maneira individual. “Essa é uma maneira de valorizarmos os nossos apoiadores e patrocinadores, pois todos vão vestir a camisa do Gaúcho e posar para fotos ou imagens mostrando as marcas dos nossos parceiros” finalizou Ricardo Attolini. Os trabalhos começam oficialmente dia 17 de janeiro. Porém, entre os dias 13 e 15, haverá um período de observação junto ao campo da UPF, local dos treinamentos.

(Renan, Patrick e Diego Miranda continuam no Alviverde em 2011 / FOTO ARQUIVO/ DM )

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

GAÚCHO AVALIAÇÕES 2011


O time


A partir de  13 , 14 e  15 de  janeiro 2011 , no campo da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia da Universidade de Passo Fundo, o técnico Ricardo Attolini começará a fazer o trabalho de avaliações de atletas para comporem o grupo do Gaúcho para a Segundona 2011. “Já temos alguns nomes para o time, mas também vamos procurar jogadores jovens de Passo fundo e região para comporem o nosso elenco”, disse Attolini que informou já ter feito contato com jogadores que tiveram bom desempenho em 2010 para continuarem no Gaúcho. “Já conversei com muitos deles, e acredito que vamos ter a base formada esse ano novamente”.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Manifesto de Torcedor



MANIFESTO (QUANTO AO S.C. GAÚCHO):
 Pensando bem...
            A torcida do S.C. Gaúcho de Passo Fundo tomou conhecimento no dia 02/12/10, da infausta notícia oficial da “bondosa cessão” do estádio “Vermelhão da Serra” - palco tomado do G.E.R 14 de Julho -, para disputa, pelo alvi-verde, do campeonato estadual de futebol do Rio Grande do Sul-2011, 2ª Divisão, sob as vestes enganosas da fraternidade entre “co-irmãos”. Emerge daí a velha questão do simbolismo. Soou como uma bofetada!
            Mas tchê, será o nosso sumidouro! Vislumbra-se uma armadilha com prenúncio do derradeiro fim do “verdão”. Com efeito, esse recente arreganho do pessoal da banda-de-lá é malcheiroso e tem o intuito de sepultar nossos sonhos definitivamente, com requintes de crueldade. Na verdade, sabendo de nossas dificuldades momentâneas e antevendo a possibilidade de nosso rebaixamento à 3ª Divisão, atraíram-nos visando absorver-nos (leia-se, nos abocanhar) e se apropriarem de nossas camisetas no final do certame, da nossa tradição e da vibrante e valorosa torcida periquita (tesouro vivo), após posarem de filantrópicos perante a comunidade, porque o E.C. Passo Fundo não tem  base social, muito menos alma, por ter surgido de cima para baixo,  sobre os escombros do 14 de julho, como pretendem, agora, com o S.C. Gaúcho, como aves de rapina, cuja junção já fora repugnada pelos nossos antepassados. Ah, o próprio 14 de Julho fora forjado pela engravatada aristocracia local, assim como foi gestado - por interesses particulares e acomodar vaidades -, o antropofágico E.C. Passo Fundo. Seu núcleo duro é nosso inimigo figadal (esportivamente falando), na medida em que nos hostiliza; comporta-se acintosamente para conosco; lança impropérios na mídia p’ra comer nossa moral; não tem ética e alicia nossos atletas (casos de Dudu e Souza) e, até, agride fisicamente nossos torcedores nos clássicos.
            Esta súbita avermelhada é execrável, ainda mais se concomitante e imediatamente, não for criada uma Comissão pró-construção do novo estádio/arena do Gaúcho, um território livre e convergente, junto ao Ginásio Teixeirinha, em área pública disponível e já ofertada.
            O S.C. Gaúcho, este senhor centenário, é do Boqueirão de Passo Fundo e patrimônio esportivo do planalto médio e, por cautela, no mínimo na primeira fase do campeonato poderia alçar vôo até Marau (que nos acolhe de braços abertos no estádio Carlos Renato Beber), senão, é preferível morrer com honra a viver ajoelhado!
Marcos Lobo 

ARRIBA GAÚCHO! NÃO TÁ MORTO QUEM PELEIA!



Autorizada a Publicação   -  Gilmar