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quarta-feira, 16 de agosto de 2017
terça-feira, 8 de agosto de 2017
"AMADOR" .....VARZEA........
TERCEIRONA, TRISTE
FIM DE UM CAMPEONATO BIZARRO
Repórter de Zero Hora analisa a decisão da terceira divisão gaúcha
É inadmissível que a Federação Gaúcha de Futebol
(FGF) mantenha um campeonato como a Terceirona na linha de frente das
competições estaduais.
O melancólico torneio teve sua edição mais atrapalhada, controversa e triste em
2017. Uma final às 11h de quinta-feira em um Centro de Treinamento, envolvendo
um integrante da dupla Gre-Nal, é o resumo desta bizarrice. Vamos lembrar aqui
os "principais" momentos do campeonato.
Já no congresso técnico da competição era possível
perceber que daria problema. A inclusão de Inter e Grêmio, mesmo que não
pudessem subir de divisão, foi aceita pelos clubes.
O argumento de convencimento era que a Dupla levaria mais público aos estádios
do Interior. Obviamente, não vingou. A média de torcedores foi baixa, como
sempre.
Vale lembrar: só o presidente do Gaúcho, Gilmar Rosso, foi contra a
participação dos dois.
O destino cruel, vejam só, fez o Gaúcho pegar justamente o Inter nas quartas de
final. Acabou eliminado.
Voltando à reunião pré-campeonato, o encontro
determinou também um formulismo desnecessário. Para colocar as equipes a jogar
por mais tempo, foi criada uma primeira fase arrastada, em que oito times se
enfrentavam em dois turnos e seis avançaram para mais uma etapa de
grupos.
Resultado: quando terminou essa fase, dois clubes desistiram do campeonato, o
Riograndense-SM e o Elite, de Santo Ângelo.
O dinheiro havia terminado. Ambos
foram punidos, afastados das competições profissionais por dois anos.
Mais um ponto. Seguindo a tendência já apresentada no ano anterior, o
campeonato foi destinado a jogadores com menos de 23 anos. Só quatro precisavam
estar inscritos na FGF como profissionais.
Isso significa: a Terceirona, começo da caminhada rumo ao Gauchão (e aos
benefícios que ele dá), é um torneio amador.
Fora de campo, outro capítulo estranho. Um
malabarismo jurídico do TJD conseguiu dar punições diferentes para o mesmo
erro. O Bagé usou um jogador sem contrato em dois jogos — um pela fase de
grupos, outro pela semifinal. Pela infração, perdeu seis pontos da semifinal.
Mas na fase de grupos, só foi multado, sem punição esportiva.
A perda de pontos na fase de grupos teria alterado todo o ordenamento das
semifinais e faria o Bagé enfrentar o Grêmio, não o Três Passos. A decisão do
tribunal prejudicou o Rio Grande, que teve como adversário justamente o Grêmio.
Beneficiado pela decisão (para a FGF, o que importa
é terminar o campeonato que começou, seja lá como for), o Bagé chegou à final
do campeonato empolgado em jogar contra o Inter e fazer uma boa renda na
decisão.
O regulamento prevê que mesmo que tenha melhor campanha, a Dupla decide no
Interior. Pois o time da Campanha levou 4 a 0 na partida de ida. Alguém
acreditava na Pedra Moura lotada no domingo?Ainda assim, o público que — exageremos — foi
razoável, ainda foi atacado por uma atuação desastrada da Brigada Militar, que
atirou uma bomba de efeito moral em meio aos torcedores. Por sorte, muita
sorte, ninguém se feriu no 5 a 1 aplicado pelo Inter.
Resumindo, então: um torneio amador
classificou para um profissional de segunda divisão o provável vice-campeão e o
quarto colocado. O campeão e o terceiro foram impedidos de ascender porque já
têm vaga na elite. O campeonato ficou manchado por uma decisão bizarra do TJD.
E, desta vez, é possível dizer: a Terceirona acabou com times do Interior.
Riograndense-SM e Elite que o digam.
Foto: André Ávila / Agencia RBS
sexta-feira, 9 de junho de 2017
domingo, 28 de maio de 2017
Diferença é Brutal .......
Presença da dupla Gre-Nal na Terceirona
gera controvérsia:
"Diferença técnica é brutal"
Gilmar Rosso, presidente do Gaúcho de
Passo Fundo, é o mais irritado com a participação dos maiores clubes do Estado
com os times B
Por: ZH Wendell Ferreira 25/05/2017
Diferença de estrutura, tradição e
salários. A discrepância na realidade entre a dupla Gre-Nal e os pequenos, que
é comum na elite do futebol gaúcho, transferiu-se para a Terceirona em 2017.
Mas os pontos positivos da presença dos grandes no Estadual, contudo, não se
repetem no nível inferior. Os públicos são baixos e as rendas não fazem valer a
pena a grande diferença técnica. O que era uma reclamação exclusiva do Gaúcho
de Passo Fundo virou uma crítica quase geral: muitos clubes do Interior estão
insatisfeitos.
— A princípio, seria uma grande
novidade, um incentivo de público. Mas a superioridade deles é muito grande.
Quando foi apresentado, a gente achava que seria interessante, porque seriam só
jogadores até 23 anos sem passagem pelos times principais. Mas não tem sido
assim. Não adianta chorar as mágoas agora, paciência — analisa Tiago Guidotti,
presidente do Farroupilha.
A posição mais crítica segue com Gilmar
Rosso, presidente do Gaúcho. Único dirigente que contestou a presença da dupla
Gre-Nal desde o início, Rosso afirma que os grandes descaracterizam a
competição.
— Todos os clubes concordaram com isso.
Eu levantei a mão, estava na última fileira e desci as escadas. Disse que
aquilo era uma várzea, pedi para constarem em ata a minha frontal discordância
àquela barbaridade. Falei que se o Gaúcho fosse prejudicado, poderia entrar na
Justiça. Os presidentes dos clubes são os responsáveis por isso. Estão se
vendendo para ter uma renda com Grêmio e Inter, mas ninguém vai aos jogos. E a
diferença técnica é brutal — assegura.
As críticas, contudo, não partem de
todos os clubes. Miguel Bastos Duarte, presidente do Rio Grande, diz que a
inclusão da Dupla foi aceita pela maioria e força os times do Interior a
qualificar seus elencos.
— Por mim, não tem problema. A diferença
técnica, claro que houve. Mas não tem descontentamento, no meu ponto vista. Nós
temos uma empresa que terceirizou o nosso futebol, e ela também não teve
oposição a isso — explicou o mandatário do clube rio-grandino.
O presidente da FGF, Francisco
Novelletto, admite que a diferença técnica é grande. Mas diz que a valorização
que a Terceirona recebe compensa.
— Tem equipe que paga R$ 500, R$ 600. Os
meninos da Dupla ali chegam a ganhar R$ 20 mil, R$ 30 mil. Claro que há uma
grande diferença. Mas acho ótimo que o campeonato se valoriza, e isso não tira
vaga de ninguém. Quando a Dupla joga no Interior, lógico que dá mais público.
Rosso lembrou do jogo contra o Grêmio no
dia 8 de abril, em Eldorado do Sul.
— Ficamos várias dias trabalhando.
Marcam o jogo em Porto Alegre às 13h. Grêmio jogando com o goleiro Léo, que
agora é reserva do Grohe, com Wallace Oliveira, com Rex, Negueba. Um monte de
caras do time principal. Foi 7 a 1. Eram quase 40°C naquele horário. Cadê o
sindicato dos atletas? Cadê os advogados de porta de estádio? — questionou o dirigente.
Para dar preferência aos clubes do
Interior, algumas regras especiais foram impostas. Nas fases de mata-mata, a
dupla Gre-Nal sempre decidirá fora — mesmo que tenha melhor campanha. Os
grandes também não podem subir, e as vagas para a Divisão de Acesso de 2018
ficarão com os dois pequenos mais bem classificados.
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