quinta-feira, 26 de junho de 2014




Cidade de Felipão pretere filho ilustre por "zagueiro mais macho do Sul".

Postado por: UOL.com.br 20/06 6:10

Scolari saiu cedo de Passo Fundo para ganhar o mundo no futebol, mas hoje em dia a terra natal do treinador da seleção não manifesta qualquer torcida especial pelo filho ilustre. Os laços do comandante do penta com o munícipio no interior do Rio Grande do Sul existem, inegavelmente, mas a terra do Sport Club Gaúcho prefere exaltar a memória do “zagueiro mais macho do Sul”, que um dia teria ofuscado a carreira do esforçado defensor Luiz Felipe.

Mesmo em dia de seleção em campo na Copa, como na última terça-feira, Passo Fundo torce sem dedicação exclusiva para Felipão, sem qualquer menção aparente nas ruas. O menino do bairro do Boqueirão deixou a cidade na juventude sem defender o Sport Club Gaúcho, cuja sede antiga ficava a apenas alguns metros da casa da família Scolari. Na prática, bastava atravessar a rua para estar noestádio Wolmar Salton. Mas quis o destino que o futuro treinador fosse construir a carreira em São Leopoldo e Caxias, enquanto que Daison Pontes fazia fama como o beque mais temido do interior do Rio Grande do Sul.

Com um pouco de exagero, há quem acredite que Scolari não teria tido espaço no Gaúcho por causa da fama local de Daison e então saiu para começar pelo Aymoré de São Leopoldo. Mais tarde, com a camisa do Caxias, Felipão voltou à rua de sua infância, mas desta vez na condição de adversário.As lendas do futebol gaúcho contam que os embates entre Felipão e Daison Pontes eram memoráveis, mas a vantagem costumava ficar para o zagueiro de Passo Fundo.
Certa vez o representante do Gaúcho foi chamado pela RevistaPlacar como o o jogador mais indisciplinado do Brasil, após acumular 18 expusções em um período. A mais célebre delas aconteceu em 1974, contra o Inter de Santa Maria, quando agrediu um juiz que marcara dois pênaltis contra seu time. Acabou suspenso por 18 meses.“A gente tinha um grande ídolo, chamado Daison Pontes. Ele era um jogador essencialmente técnico. O pessoal fala que ele era violento, muito violento, mas ele era muito técnico. E o pessoal fala que foi por isso que ele (Felipão) não conseguiu vaga aqui no Gaúcho, por isso que foi embora daqui”, diz Gilmar Rosso, atual presidente do clube de Passo Fundo.“Olha, rapaz, era uma briga de foice, como se diz aí. Tem um amigo nosso que me relatou que Felipão e Daison era um choque de cachorro grande, no bom sentido da palavra. Saía fumaça dos dois”, acrescenta o dirigente.Herói cult das canchas do interior gaúcho,Daison costumava dizer que, para ser campeão estadual, o time precisava passar pelo Alviveverde de Passo Fundo. Pontes chegou a desfrutar da amizade de Felipão depois da aposentadoria e morreu na cidade em junho de 2012, vítima de um AVC. Foi enterrado com a camisa do Gaúcho, “como se estivesse entrando em campo”, pediu, em vida.“O jogador mais famoso da cidade é o Bebeto, ‘canhão da serra’, tem até dois livros sobre ele. Mas o Daison tem mais o folclore, por ter sido um zagueiro duro, por ter feito uma boa dupla por muito tempo com o irmão dele, João”, relata Luiz Carlos Schneider, jornalista do ‘O Nacional’.

Não se sabe ao certo se Felipão teve o Gaúcho como time de infância, apesar da proximidade física em relação ao estádio do clube. Mas antes de ir ao Aymoré em São Leopoldo o futuro treinador integrou um time amador do bairro do Boqueirão, chamado de F-8, ao lado do primo Wiss Gabriel.“Ele saiu muito moço de Passo Fundo. Ainda tem amigos daqui, da mesma faixa etária dele. Mas foi para Canoas, onde o pai parece que montou um negócio de combustíveis. Se afastou, e investe em imovéis lá em Canoas. E tem a identificação com Caxias, o ponto marcante da sua carreira esportiva”, afirma Schneider, do ‘O Nacional’.O técnico da seleção ainda tem parentes em Passo Fundo, com irmãs e primos. A mãe, Dona Cecy Leda, faleceu em dezembro de 2012 e está enterrada em um cemitério local. No último dia 10 de junho, Felipão perdeu o sobrinho Tarcísio João Schneider, morto aos 48 anos em um acidente de carro na cidade. A preparação da seleção para a estreia na Copa impediu a presença do treinador no funeral.

Felipão foi vaiado como adversário na rua de casa

O atual técnico da seleção brasileira descobriu cedo que o futebol é um mundo à parte, às vezes desvinculado das normas convencionais de convívio social. Foi assim que um dia experimentou provocações quando pisou no acanhado estádio Wolmar Salton como jogador do Caxias, “inferno” que intimidava até antigas estrelas de Inter e Grêmio.“Eu me recordo como espectador e torcedor do Gaúcho. Uma vez ele veio jogar com o Caxias, entrou meio caminhando em campo. O pessoal da arquibancada xingava. O Felipão, a gente tratava como todos os inimigos que tratávamos, entre aspas. Tentando afetar o seu moral, desestabilizá-lo emocionalmente. Mas a gente trata aqui gente como gente. Terminava o jogo, segue a vida de todos, como pessoas. Violência no futebol não combina”, conta o atual presidente do Gaúcho.

CLUBE DE PASSO FUNDO SE ERGUE APÓS CRISE

Hoje o velho alçapão do Gaúcho de Passo Fundo é uma terra arrasada. Depois de uma disputa jurídica, o clube acabou perdendo o terreno em um leilão. Agora, após um período de reconstrução financeira, a agremiação prepara a construção de uma arena particular para 10 mil pessoas em outra área da cidade.Gilmar Rosso assumiu a presidência do Gaúcho em 2010, com o clube no fundo do poço. Hoje, depois de sanear as questões financeiras, trabalha no projeto do novo estádio e com o planejamento de reconduzir o time à elite do futebol estadual em 2018, ano do centenário.Para sair do papel, a arena precisará de envolvimento de entusiastas do clube. A direção espera que simpatizantes possam ajudar com compra de sacos de cimento, por exemplo. 

O presidente até fala em ajuda de Felipão, mas quer evitar que a possibilidade soe como oportunismo.“Se quiser ajudar, não só ele como qualquer outro com vínculo com o Gaúcho, estamos à disposição. Mas não pedimos para ninguém. Sabemos que o Felipão é de Passo Fundo, tem raízes na região, tem família. Mas nunca fomos lá pedir dinheiro, é proibido. 
Se o Felipão quiser, vai ser de bom grado, a gente agradece”, diz Rosso. 

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segunda-feira, 23 de junho de 2014

2 anos 

NOSSO ÍDOLOS NÃO MORREM

Nós precisamos de ídolos para viver. E o que acontece então quando eles de repente vão embora, deixando a vida com uma dose a menos de sonho?


É hora de acreditar que um ídolo de verdade não precisa usar capa nem lutar contra vilões funestos. Um ídolo mesmo faz a gente descobrir que a vitória inventa muitos caminhos.

E se o coração se alegra mesmo sentindo saudade, ao se lembrar desse ídolo , é porque na realidade ele continua vivo

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Pontos nos ......

Canal 20 NET-
Programa Meirelles Duarte - 
ESPORTE NO 20 -  
PRESTAÇÃO DE CONTAS , FUTEBOL , PLANEJAMENTO,MIGRAÇÃO WOLMAR SALTON PARA ARENA ....




Novidades


Ontem, o presidente do Gaúcho, Gilmar Rosso, deu indicativos de muitas novidades nos próximos dias. Lembra que na temporada foram prestigiados os valores locais, dando oportunidade aos jovens da cidade. Gilmar diz que chegou o momento de “uma prestação de contas sobre a venda do antigo estádio e sobre tudo que já foi quitado”. 


Também explicou que depois de domingo estará “focado na obra da nova arena”. Isso significa que o futebol terá uma nova gestão. Outra novidade para os próximos dias é relativa à migração dos sócios para Arena Wolmar Salton

segunda-feira, 12 de maio de 2014






Segunda-Feira, 12/05/2014

PARABÉNS , GAÚCHO 

Sim, apesar do momento não ser de festa dentro do campo, o Sport Club Gaúcho merece todo nosso respeito e aplauso.

Em tempos de copa, jogadores multimilionários, arenas fabulosas e, sobretudo, muito dinheiro, manter um clube aberto apesar de toda sua tradição é uma missão quase que inimaginável.

Mas o Gaúcho vive. Vive e quer mais... No dia em que completa 96 anos, o Periquito pensa no futuro, naquilo que esta por vir.

A nova casa já começou a “acontecer”. A Arena Wolmar Salton novamente irá “rugir” contra seus adversários, que sempre temeram jogar em Passo Fundo no velho casarão.

O Gaúcho vai para a casa nova, mas tenho certeza de que jamais esquecerá seu passado glorioso. Jogadores como Bebeto, o canhão da Serra, jamais sairão da memória daqueles que passam tardes e noites maravilhosas no Boqueirão.

O futebol para os menores apenas sobrevive, não tem incentivos, os custos são elevadíssimos... Falta quase tudo! Mas jamais faltará quem erguerá a bandeira do Sport Club Gaúcho.

Parabéns à cidade, à direção, aos jogadores (atuais e do passado) e, especialmente, ao torcedor Periquito.

Luciano Silveira
SPORT CLUBE GAÚCHO

FUNDADO EM 12 DE MAIO DE 1918

PARABÉNS TORCEDORES !!!! 

96 ANOS DE VIDA



domingo, 11 de maio de 2014


     A diretoria do Sport Clube Gaúcho lamenta informar o falecimento do jogador , Edson Paholski, 17 anos, vitima de um acidente de trânsito no interior do município de Floriano Peixoto.


" Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam."

quarta-feira, 7 de maio de 2014



Informamos alteração de jogo em virtude de adequação na tabela de jogos, como segue:

S.C. Gaúcho x E.C. Palmeirense

NOVA DATA: 10/05/2014 – SÁBADO

Horário: 15h30min

Local: Estádio Vermelhão da Serra – Passo Fundo – RS
Transmissão:

Att,

Rubens Rossetto
FGF 



segunda-feira, 5 de maio de 2014

FALA muuuuuuuuito ........

            Se você está chegando para criticar o que está feito, esta chegando tarde, deveria ter chegado mais cedo para ajudar a fazer. 


           Assinado: 
Quem fez quando ninguém queria fazer.

sábado, 26 de abril de 2014

FIM DE UMA ERA

Esportes
Jornal Diário da Manhã
Kleiton Vasconcellos
Passo Fundo, 25/04/2014

O FIM DE UMA ERA


A semana em que o Estádio Wolmar Salton completou 57 anos foi de despedidas. Negociado ao Hospital São Vicente de Paulo, o lugar onde o Sport Club Gaúcho escreveu a maior parte da sua história deu seus últimos suspiros como uma praça esportiva. Com a demolição do pavilhão, o local perdeu os contornos característicos e agora prepara-se para salvar vidas, através de serviços hospitalares.

O processo de demolição foi alterado, visto que a estrutura vinha sendo frequentada por pessoas eu estavam depredando ainda mais as já frágeis paredes. O ápice ocorreu na semana passada, quando um princípio de fogo destruiu o espaço onde antes eram as cabines de imprensa – ao mesmo tempo, inutilizou 15 das 980 cadeiras. Desta forma, iniciou-se a desmontagem da obra.

Com  entrada de um pesado maquinário e de caminhões-caçambas, pouco a pouco as paredes caíram. O que pode ser reaproveitado, como traves, 965 cadeiras e estruturas de ferro das arquibancadas-sul foram separados. “Nós já separamos tudo isso e estamos buscando um local para guardá-las até a conclusão da nova Arena. Cinco pessoas, Gaúcho de coração, se prontificaram a ceder um espaço para guardar a nossa história” afirmou o presidente do SC Gaúcho, Gilmar Rosso. Conforme o dirigente, o clube encaminhou um ofício para que a prefeitura autorize a utilização do Ginásio Teixeirinha como “cofre” do que será reaproveitado. “O Teixeirinha fica ao lado da Arena e é muito prático, pois nos poupa de bancar o transporte dessas cadeiras, traves e estruturas” complementou Rosso. Caso a prefeitura não ceda o ginásio, as alternativas apresentadas pelos torcedores do clube serão utilizadas.

GILMAR ROSSO
Em paralelo, o entulho proveniente da demolição já estava sendo levado a um novo local. “Estamos utilizando o material para nivelar o terreno da Arena. Isso não é um entulho, é sim a história do Gaúcho que vai junto para o futuro, com a Arena” complementou Rosso. Toda a demolição do Estádio deve ser concluída na semana que vem – mesmo prazo para a retomada das obras de construção da Arena.

À DISPOSIÇÃO
Tão logo o drama de onde seriam depositadas as cadeiras do Wolmar Salton foi estampado no Jornal Diário da Manhã, várias pessoas se colocaram à disposição para guardar o material. O empresário Pedro Lago, torcedor do clube, foi um dos que quer ajudar. “Tenho um bom local, uma antiga fábrica e seria uma honra ajudar o clube, sou Gaúcho de coração” afirmou Lago.


Outro que se dispôs foi o diretor do Sest Senat, Paulo Faccio. “Logo que vi no jornal, liguei para o presidente Gilmar e coloquei a nossa estrutura à disposição. Temos um campo de futebol 7, onde 100 dessas cadeiras podem ser utilizadas até a Arena ficar pronta” contou. 

Ele, que foi zagueiro do clube entre 1971 e 1980, guarda grandes recordações do Estádio Womar Salton. “Eu tenho uma história curiosa aqui: era o capitão do time e sempre busquei, nos sorteio, que a gente atacasse no 1º tempo para o Boqueirão, onde a torcida botava pressão no goleiro adversário. Esse estádio me trás recordações boas e tristes, de jogos ganhos e perdidos” relembrou. Para Faccio, que jogava sob o apelido de Mário Tito, o melhor Gaúcho foi de 1972. “Carlos Alberto; Gringo, Mário Tito, Daizon Pontes e Luis Carlos; Raul, Roberto e Luis Freire; Leivinha, Bebeto e Serginho. Com esses, a Dupla Gre-Nal sofria aqui” expôs.  

57 ANOS RECÉM-COMPLETOS 
De acordo com informações do historiador Marco Antonio Damian, o Estádio Wolmar Salton foi inaugurado em 24 de abril de 1957 (na quinta-feira fez 57 anos) no jogo Gaúcho x Grêmio. Ainda não tinha nome, portanto não se chamava Estádio Wolmar Salton. O Grêmio venceu por 8x2. Os gols do Gaúcho foram marcados por Armando Rebechi e Careca, que se chamava Oli Albuquerque, que depois foi empresário do ramo de máquinas agrícolas em Passo Fundo. O Gaúcho saiu vencendo por 1x0, gol do Rebechi, o primeiro do estádio.


O Gaúcho atuou com: Rebequinho, Finco, Vete e Hugo Loss; Branco Ughini e Alberi Ribeiro (Nicanor); Enir (Perez), Vetinho, Careca, Rebechi e Aderbal Pitágoras.

O Grêmio teve: Onetti, Figueiró, Airton Pavilhão e Bob; La Guardia e Enio Rodrigues; Toquinho, Gessy, Juarez, Delém e Vieira. Com exceção do goleiro Onetti, o lateral Bob e o volante La Guardia, este era paraguaio, o restante vestiu a camisa da seleção brasileira. Delém jogou no Vasco e no River Plate e depois foi treinador das categorias de base do River e do Boca. D'Alessandro foi treinado por ele na base do River.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

DESTINOS ....

Jornal Diário da Manhã

DÚVIDA ALVIVERDE : ONDE COLOCAR AS CADEIRAS

Autor: Kleiton Vasconcellos


No final de 2012, o antigo Estádio Wolmar Salton, localizado no centro de Passo Fundo e pertencente ao Sport Club Gaúcho, foi vendido ao Hospital São Vicente de Paulo. Passado um ano, o Alviverde obteve uma área localizada próximo ao Ginásio Teixeirinha, no bairro Boqueirão, onde iniciou a obra da sua futura Arena Wolmar Salton. 

O velho estádio já foi destruído e a nova arena não está pronta. Assim, onde o Alviverde guardará as cadeiras e traves, que serão “transplantadas” de um local ao outro?

O problema aumentou muito nos últimos dias. Na semana passada, foi verificado que pessoas haviam invadido o antigo estádio e colocado fogo no local onde antes eram as cabines de imprensa. Assim, a direção do HSVP decidiu demolir a velha estrutura, já visando obras no local. O presidente do SC Gaúcho, Gilmar Rosso, foi informado e providenciou a retirada de aproximadamente 900 cadeiras e das traves, que serão reutilizadas na futura arena.

Agora, há um problema: onde colocar os objetos retirados? “Coloquei no meio do campo enquanto estou buscando destino. Se nós já tivéssemos o Ginásio Teixeirinha, era lá que guardaríamos tudo. Mas, como não há definição sobre o Ginásio pela prefeitura, não sei o que fazer” afirmou o presidente. Até o momento, as cadeiras estão empilhadas no centro de onde era o gramado do histórico estádio.

Ginásio x Arena


A construção da Arena Wolmar Salton iniciou em dezembro do ano passado, mas parou pouco depois, quando surgiu a possibilidade do Alviverde assumir também o Ginásio Teixeirinha, que fica ao lado. Uma proposta foi encaminhada à prefeitura, que ainda não deu resposta. “Estamos parados há quatro meses, esperando definição da prefeitura. Vou reiniciar as obras sem essa decisão, pois estamos perdendo dinheiro. Reinício a Arena o quanto antes” complementou Gilmar Rosso.