sábado, 16 de abril de 2011

“Nossa ideia sempre foi 2018”


Esportes
14/4/2011 19:55:31 - Atualizada em

SC GAÚCHO

Gilmar Rosso:
“Nossa ideia sempre foi 2018”
Presidente do Sport Club Gaúcho fala sobre o momento do clube, que 
caiu para a Terceirona. E, para ele, o Alviverde não jogaria novamente 
no Vermelhão da Serra


Kleiton Vasconcellos

(Redação Passo Fundo / DM)


Ao vencer o Atlético por 5x0, o Gaúcho manteve a esperança de permanecer na Segundona. Mas, como o Guarani-VA bateu o Riopardense, a noite de quarta e o dia de quinta-feira serviram para direção e torcida assimilar a queda à Terceirona. Gilmar Rosso, presidente alviverde, falou sobre o momento da instituição e mira o futuro.


Diário da Manhã - Como está sendo dirigir o clube em um momento turbulento como este?

Gilmar Rosso – Olha, você é testemunha. O que a gente falou desde o início? O projeto do Gaúcho 

é investir nas categorias de base e nada se faz do dia para a noite. A gente jogou ano passado e nes
se e está no regulamento que quando voltássemos,deveria ser na Terceirona. Primeira, Segundona 
ou Terceira, para o Gaúcho não tem diferença. O Gaúcho tem que colocar a sua camisa em campo,
independente da divisão, para lutar pela volta ao Wolmar Salton. Nossa ideia sempre foi 2018, ano 
do Centenário, investindo na base. Momentaneamente estamos na terceira, mas poderíamos estar
na vigésima, o que não faz diferença pelo o que a gente vislumbra lá para frente.

DM – 
E qual o futuro imediato podemos vislumbrar para o Gaúcho, segundo semestre e ano que vem?

GR – 
Domingo termina a Série B, mas quarta-feira já tem a Sua 17 e a Sub20. Temos duas categorias 
disputando os campeonatos da federação. Qual é o futuro? É esse, investimento na base, como falamos
desde o primeiro dia.Na minha visão, não existe como subir sem base, pois ficarás à mercê de jogadores 
que momentaneamente não têm clube e vão para onde há vagas. Para você subir, tem  que ter muito 
dinheiro, estrutura e sem pendengas judiciais. Mas 2018 passa pelo dia 28 de abril, às 14h30, na defi
nição de como será o gaúcho.Continuar com o velho ou refundar...

DM – 
Que fatores foram preponderantes para o rebaixamento? Os imbróglios judiciais afetaram o clube?

GR –
 Com certeza, tudo é um conjunto, tudo é o Sport Club Gaúcho. As ações de penhora da renda e 
marca, ações da Fifa... Blindamos os jogadores e tínhamos a motivação em campo. Nunca deixei de
viajar junto. Saí com a camisa do Gaúcho, sem vergonha alguma. 2018 é o que interessa. Tudo
influenciou, pois poderíamos contratar jogadores melhores, contar com as rendas que foram penhora
das. Futebol tem que ter dinheiro ou categoria base muito bem montada. Não vendo ilusão, goste ou 
não do que falo, a verdade é essa. 
Faço a figura do prédio: tudo se faz pela base, com tudo forte, para não cair com qualquer vento.


DM – Foi positivo ou foi negativo jogar no Vermelhão da Serra em 2011?

GR – 
Olha, eu só posso dizer assim: jogar em Passo Fundo foi um anseio do torcedor que ia a Marau. 
Se me perguntar, presidente, jogaria no Vermelhão? Não, não jogaria. Mas dentro daquela circunstância
 que você conhece. Porque o Gaúcho jogou ano passado com todas as dificuldades e esse ano também,
 justamente para o julgamento do dia 28, para o julgador ter a noção de que esse clube ainda existe, não 
está fechado. E se isso dependeu de jogar no Vermelhão, valeu e valerá a pena. Não tenhonada contra
o pessoal do EC Passo Fundo, sempre tive o maior respeito pela torcida do Passo Fundo e tenho o res
peito deles. Somos adversários dentro de campo. Fui bem tratado. Devo agradecer às pessoas do Passo
Fundo que me trataram com cortesia e hombridade, como o Ronaldo Mugnon e o Rovílio Siviero.

DM – Que palavra fica da direção para o torcedor?

GR – 
Torcedor do Gaúcho que vivenciou tudo, não fugimos nem se escondemos de ninguém.
Aquele torcedor que comprou a camisa e mesmo assim pagou ingresso, isso me emocionou. 
A esse torcedor, não tenho o que falar, porque ele estava lá, viu tudo. Não se escondeu atrás
de pseudônimos ou falsas bandeiras. Honramos nossa palavra até o final. Temos que agradecer.
Tenho que dar satisfação a este torcedor. A quem se escondeu,não me adianta nada. Lá na frente 
vamos voltar com mais força, mas sem vender ilusão ou fazer um auê total. Agradecemos também
 a todo o pessoal da região, de outros clubes que nos apoiaram. 




























(Gilmar Rosso, presidente do SC Gaúcho / FOTO KLEITON VASCONCELLOS)





















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