quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Gilmar Rosso: “O Gaúcho jamais morrerá”


Esportes
.28/12/2011 10:20:40
SC GAÚCHO
Gilmar Rosso: “O Gaúcho jamais morrerá”
Presidente do Sport Club Gaúcho, Gilmar Rosso participa do Programa Realidade, que vai ao ar todas as manhãs na Diário AM 570

Kleiton Vasconcellos

Redação Passo Fundo / DM)



Com a franqueza que lhe é peculiar, Gilmar Rosso falou. O dirigente, que comanda o Sport Club Gaúcho desde fins de 2009, foi entrevistado ontem pela manhã no programa Realidade, da Rádio Diário AM 570. Em pauta, questões judiciais, avaliação de 2011, prospecção para 2012 e até mesmo alfinetada no EC Passo Fundo. Confira os principais pontos da entrevista. 

SC Gaúcho tem torcedores?
“Claro que o Gaúcho ainda tem torcedores. Pensei que éramos poucos, mas agora nossa pretensão é ter 70% dos torcedores, deixando 20% para o 14 de julho e 10% para o EC Passo Fundo. Brincadeira, uma vez que somos adversários e não inimigos. É na hora da dificuldade que vemos o torcedor e nós temos a pretensão de dizer que somos verdadeiramente Sport Club Gaúcho, até pelas camisetas que usamos “Eu Sou Gaúcho”.

Situação atual 



“O Gaúcho já esteve pior e agora é só crescimento. O único time vivo mesmo na cidade é o Gaúcho, uma vez que o 14 não existe mais e o Passo Fundo é fruto de uma fusão.


(Gilmar Rosso vê o SC Gaúcho em crescimento / FOTO EDSON COLTZ)

Temos 93 anos. Quando eu me deparei com essa situação, eu sempre disse e repeti que vou fazer a minha parte, tentar fazer o possível e o impossível para botar essa camisa em campo, há dois anos jogamos os campeonatos da federação profissional e da base. Quando comecei tinha um pensamento, de manter e tocar adiante, mas hoje o contato com o torcedor, ele pede pra manter vivo mesmo com pendências. Tem também quem diz pra fechar e reestruturar, mas eu não concordo. Aprendi que a marca tem que estar em evidência, quem não é visto não é lembrado”.
Catando moedas

“Nosso médico, o Dárcio Palma, tem uma máxima: não adianta voltar para trás, temos que ir para frente. O desânimo que tínhamos vinha de situações como a recusa em renegociar pendências. Pedimos um tempo para nossos credores e o que acontecia? Vinha a penhora quando abríamos a bilheteria dos jogos. Nos viramos catando moedas de doações para pagar os jogadores, pagando salário. Tudo vinha da caixinha que passava na arquibancada”.

Participação do torcedor
“Era de se emocionar. Você tem que conjugar entre razão e emoção. Se eu agora ajo só com emoção, faço
como todos os clubes do Brasil, todos os clubes têm dívidas, vi na Dupla Gre-Nal, conversei com os jurídicos da Capital. Não podemos enganar o torcedor, me coloco no lugar e por isso não faço o que não gosto que façam comigo ”.

Questões judiciais

“Dia 9 de dezembro divulgamos uma nota de esclarecimento, falando pra população sobre a ação do Estádio Wolmar Salton. Sempre chamamos a parte interessada, fizemos propostas nos últimos dois anos e foram recusadas. Mas achamos que a posse da área é nossa e a justiça é quem vai decidir. Nós nos reunimos e decidimos que, na nossa visão, podemos voltar ao estádio. Na nossa avaliação o patrimônio é de R$10 milhões e uma dívida do clube pouco superior a R$ 3 milhões. Achamos que temos de administrar o bem. Ganhamos uma ação que pede a descapitalização dos juros e aguardamos
a decisão do Supremo Tribunal de Justiça. Essa cobrança cansa, eu quero falar de futebol”.

Categoria de base

“Temos garotos em uma ação social conjunta com o Bola 10, aulas no campo Fredolino Chimango, em frente ao antigo quartel do Exército. O Gaúcho pode ter uma situação delicada, mas atendemos garotos carentes sem cobrar nada”.
2012
“O Gaúcho pretende jogar o sub15 e 17 com parceria. Estamos estudando o sub20. Perspectivas agora é muito boa, vamos colocar todas as categorias, mantendo a parceria. Alguns questionam, mas a parceria é fundamental”
.

No Vermelhão?

“A prefeitura municipal ajuda o EC Passo Fundo, o amador e o Gaúcho, no mesmo pacote. É uma situação boa para todos, pois a prefeitura ajuda os amadores e os clubes se beneficiam. 
Tenho familiares do 14, fui a jogos do 14 no antigo estádio da rodoviária. Todos nós somos beneficiados, com o Gaúcho jogando no Vermelhão. Temos torcedores que não vão, alguns não entendem a rivalidade, que é igual à Gre-Nal. Vamos continuar no Vermelhão da Serra, pois é melhor do que ir a Marau, onde há receptividade, mas com riscos da estrada e deslocamento”.
2011
“Não interessa para o Gaúcho em que divisão estamos. Nós estamos vivos e nossa Champions League é ficar vivos. Desde sub-10 aos profissionais. Praticamos boas ideias. Seguimos o que o jornalista Lédio carmona escreveu em uma matéria: O Gaúcho Jamais Morrerá!”.

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