segunda-feira, 9 de abril de 2012

Homenagem do SC Gaúcho


A PRESENÇA DO ZAGUEIRO AIRTON FERREIRA EM P.FUNDO

A morte do maior zagueiro do Grêmio em toda a sua longa história, Airton Ferreira da Silva, conhecido como “Airton Pavilhão”, por ter o Grêmio pago o seu passe entregando um pavilhão inteiro ao seu clube de origem, tirou, da própria história dos grandes astros que desfilaram nas equipes gaúchas, uma existência recheada de grandes conquistas. Foram 11 campeonatos gaúchos vencidos pelo Grêmio no período em que Airton foi o zagueiro titular de sua equipe. Era a grande atração onde quer que o Grêmio se apresentasse. Teve uma passagem pelo Santos e também pela Seleção Brasileira, mas marcou mesmo foi com a camisa tricolor. Falecido no dia 3 último, com 77 anos, recebeu todas as homenagens e honrarias do clube gaúcho, sendo velado em seu salão principal até ser levado à sepultura, carregado por um grande número de torcedores, todos vestindo a camisa tricolor com uma faixa preta ao braço. Como ele, mas em período bem menor, foi Figueiroa, do Internacional que marcou sua época com raro brilho, pois enquanto esteve no time colorado, mesmo cercado por consagrados nomes como Falcão, Vacaria, Bibiano Pontes, Manga, e outros, era ele que a torcida mais queria ver em ação. A presença de Airton Ferreira entre nós se deu numa partida festiva no distante ano de l958. Completava o Gaúcho, naquele ano, seus 40 de existência.


 O Presidente da época, vereador e empresário Centenário Brasileiro Índio do Amaral, com o apoio do Prefeito, Wolmar Salton em seu primeiro mandato, o Cônsul do Grêmio, senhor Hugo Lisboa, pai do médico de mesmo nome, e um grupo de empresários, confirmaram a vinda do então tri-campeão gaúcho, da séria que culminaria com 11 conquistas na fase do Airton no time. Como  afirmamos, a maior atração era o zagueirão, de jogadas clássicas, elegante sem se utilizar da violência, sempre o mais aplaudido dentre os demais. A vitória foi dos visitantes por 3x1, um score até certo ponto modesto pois o Gaúcho teve que reunir vários jogadores de outras equipes uma vez que a temporada já havia chegado ao término para aquele ano.


 Os clubes locais e da região, em l958, eram todos semi-profissionais e disputavam duas etapas, sendo a primeira o regional com Erechim, Getúlio Vargas, Carazinho e Cruz Alta, para depois seguir até o título da segundona, mais ou menos como agora. A presença de uma equipe da dupla Gre-Nal, para um amistoso, naturalmente, era o acontecimento máximo de todo o ano. Coube ao Grêmio vir em l958, um ano após os festejos de nosso primeiro centenário. 


Como a região era toda da categoria B, provocou o deslocamento de torcedores de várias cidades, o que garantiu uma arrecadação para cobrir as despesas. A primeira vez que tivemos em nossos gramados uma equipe da dupla Gre-Nal, ocorreu em l941 quando aqui esteve com todos os seus titulares o Internacional que enfrentou o 14 de Julho num sábado indo para Erechim para o jogo de inauguração do velho estádio do Atlântico. 


Aqui foi um amistoso mas mostrou nomes que viriam brilhar no futebol brasileiro e  na seleção como os casos de Tesourinha, Brandão, Vilalba e outros. O jogo, que levou quase que a cidade inteira ao estádio, terminou com um honroso empate em 4x4 que foi festejado como se um título fosse conquistado. Até op ingresso do Gaúcho na Divisão Especial, em l966, ver a dupla Gre-Nal, só em amistosos e isto uma vez por ano, ora uma ora outra equipe. 


Nós tivemos o privilégio de ver um Grêmio tendo na figura imortal do zagueiro Airton Ferreira da Silva, uma estrela que jamais se apagará.

Na foto, o zagueiro Airton Ferreira da Silva, o maior na história do Grêmio, por mim entrevistado em pleno estádio “Wolmar Salton” em l958.( Arq. MD).  

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