sábado, 8 de outubro de 2011


7/10/2011
Postado por: Marco Antonio Damian



HISTÓRIA

Na segunda metade dos anos de 1960, o Gaúcho disputando, e bem, a divisão especial, sua direção, através do cônsul alviverde em São Paulo, Gilson Jorge Paz, hoje radialista em nossa cidade, contratou alguns reforços vindos do Corinthians. Gilson Paz tinha bom transito junto a direção do Timão, especialmente seu presidente Wady Helou. Eram jogadores jovens e promissores recém saídos da categoria juvenil e não encontravam espaço do time principal. Em 1967, Gilson Paz desembarcou em Passo Fundo com o lateral-esquerdo Jamir e o ponteiro e meia-esquerda Wilson. O sucesso dos dois foi tanto que no ano seguinte vieram o goleiro Armando e o ponteiro-esquerdo Adilson. Com sua perspicácia no conhecimento do futebol, Gilson Paz acertou em cheio. Todos eram jogadores de primeira linha. Jamir, o que ficou mais tempo, jogava muito. Jogador clássico desarmava na bola, sem cometer faltas, seu passe era perfeito. Mais tarde foi protagonista de uma celeuma e seu destino foi o Grêmio. Após um ano no tricolor, Jamir seguiu carreira no Espírito Santo, e após se formar em medicina, exerce-a na cidade de Colatina. Wilson era um jogador leve, bom no drible, inteligente. Retornou a São Paulo e ainda defendeu alguns pequenos clubes. Armando permaneceu poucos meses em Passo Fundo. O Corinthians solicitou seu retorno e ele passou a ser o reserva imediato do titular Ado. Depois foi para o Juventus de São Paulo e passou a ser conhecido pelo seu sobrenome, Colognesi. Foi titular na Rua Javari, por quase uma década. Adilson jogava demais. Veloz e habilidoso. Driblava com muita facilidade sempre em direção ao gol. Um craque. Em dois ou três jogos pelo Gaúcho, vários clubes queiram contratá-lo. O problema de Adilson era o vicio com drogas. O Corinthians o emprestou na esperança que talvez uma mudança de ares e ele deixasse as más companhias de lado. Não adiantou. Conta a lenda que num jogo entre Pelotas e Gaúcho, Adilson estava de má vontade. O banco de reservas, composto por dirigentes e a comissão técnica, começou a xingá-lo. Adilson então pegou a bola e partiu contra a defesa pelotense a dribles. Ao fintar o goleiro, olhou para o banco do gaúcho e chutou a bola para fora. Voltou e disse: “se eu quisesse faria”. Quase apanhou e nunca mais teria jogado. Voltou para São Paulo e desapareceu do futebol.

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