segunda-feira, 11 de março de 2013

S.C. GAÚCHO E UPF

Pesquisando e evoluindo

Parceria da UPF com o Sport Clube Gaúcho aplica métodos inéditos e já obtém resultados surpreendentes.

Jornal  O Nacional 
Créditos: LC Schneider/

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Pesquisando e evoluindo
Cleiton Bona e Nelson Tagliari, pesquisadores da UPF











O esporte também é um elo da Universidade de Passo Fundo com a comunidade. A pesquisa e a extensão entram em campo, qualificando e ampliando o condicionamento para alegria do futebol. A parceria da UPF com o Sport Clube Gaúcho já está colhendo bons frutos, em proveitoso resultado de um trabalho científico.

É uma parceria em sentido duplo, com retorno positivo para os dois lados. De um está o grupo de jogadores, transformado em elenco-laboratório para os pesquisadores da UPF. Do outro estão os pesquisadores e a estrutura da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia à disposição dos atletas. Mais do que uma simples troca de benefícios, é um importante intercâmbio do conhecimento.

Campo e laboratórios

No espaço da Faculdade de Educação Física, no campus da UPF, as camisas verdes facilitam a identificação dos atletas e da comissão técnica do Gaúcho. O ninho do Periquito não se limita ao campo de futebol. O verde desfila pelas calçadas e alamedas que ligam os prédios. É um time de futebol taticamente distribuído entre a academia, laboratórios, quadras e gramados.

Pouquíssimas equipes de futebol no mundo contam com o acompanhamento dado ao Gaúcho. “Acho que o Grêmio e o Inter não têm isso”, diz o experiente jogador Sandro Sotilli. A avaliação do goleador é correta, pois, mesmo com excelentes estruturas, os grandes clubes ainda não contam com o acompanhamento científico que o Gaúcho recebe na UPF.

Evitando lesões

Os professores Cleiton Chiamonti Bona e Nelson João Tagliari estão diretamente ligados à parceria da UPF com o Gaúcho. Os pesquisadores fazem doutorado em Portugal e já aplicam inovadoras técnicas europeias, conhecidas apenas na Espanha e Suécia.
Nos laboratórios da UPF, os jogadores já passaram por exames isocinético, cineantropométrico e dinamometria de pressão. Na sequência passarão pelo teste do cometa para leitura do DNA e teste de logometria, bastante aplicado em Portugal. Palavras complicadas, exames simples e resultados importantes.

As avaliações da força muscular resultaram em trabalhos específicos na academia. “Buscamos equilibrar as diferença detectadas, assim melhora o desempenho e estamos evitando lesões que poderiam surgir,” explica Nelson Tagliari.

Treinamento invisível

Nesse mundo científico, nada é empírico e não escapam detalhes como a temperatura ambiente. Nesse rigor é medido o consumo de oxigênio máximo do atleta ou é feita a cineantropometria, que define a composição corporal do sujeito: gordura, massa muscular e óssea.
As diferenças detectadas nos exames serão corrigidas. “Temos que nivelar para chegar aos percentuais ideais”. Para cumprir essa missão, Nelson aposta em métodos complementares aos tradicionais. Então, entra em cena a nutricionista que determina o comportamento alimentar dos atletas. “A nutrição e o descanso são um treinamento invisível, com resultados fantásticos”, diz para explicar a importância de dormir bem. Ele acredita que trabalho semelhante seria aplicado apenas em clubes como o Bayern e o Barcelona.

Busca pelo conhecimento
A UPF é referencial em muitas áreas. Prova disso é que na quinta-feira os atletas do América de Tapera, que disputa a Série Prata do futsal, foram avaliados pela equipe do professor Cleiton Bona. O capitão do time, Márcio Brum, é egresso da UPF e conhece bem a estrutura.
Na academia a primeira etapa do trabalho com o Gaúcho está na reta final, de acordo com Tagliari. “Trabalhamos a força de uma maneira geral, com atenção para equilibrar as diferenças apontadas pelos exames”. Depois o preparador Marco Aurélio faz o trabalho específico.
As primeiras avaliações detectaram desequilíbrios que estão sendo sanados. Assim os atletas melhoram seu desempenho e diminuem o risco de lesões. Outros trabalhos já estão em curso.

Testes revolucionários ainda serão aplicados, em atividade inédita no futebol. Mais uma conquista na história do Gaúcho. Mais um trabalho científico da Universidade de Passo Fundo. Não é apenas para o Gaúcho. É a busca insaciável do conhecimento. E, assim, estamos evoluindo.

É de primeiro mundo

Maior goleador do Gauchão, o experiente Sandro Sotilli carrega uma invejável bagagem no futebol. Ídolo nos gramados gaúchos, também balançou a rede no México e na China. Os exames da UPF detectaram em Sotilli um desequilíbrio muscular que já foi sanado.

“Um trabalho que tem um diferencial, é coisa simples e o resultado muito bom”, avaliou. “Em duas semanas estou me sentindo melhor, com mais força. Toda essa parte científica é uma estrutura de primeiro mundo”.
Sandro Sotilli: ciência e resultado.

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