sábado, 27 de outubro de 2012




Jornal Diário da Manha
26/10/2012
Postada por:Marco Antonio Damian 

GAÚCHO 

Em 2010, quando o Gaúcho se classificou para a segunda fase junto com o Passo Fundo, escrevi um texto falando sobre a imortalidade alviverde e todas as agruras que o clube enfrentava para levar um time ao gramado. 

Este texto acabou sendo publicado na íntegra pela jornalista Wianey Carlet, em sua coluna de ZH. O que dizer agora, de um clube ainda mais indigente, em termos materiais, mas com dirigentes que possuem algo pouco visto em futebol. Uma determinação e uma garra hercúlea. 

Um time de garotos que entram em campo com orgulho de vestir aquela camisa. Uma comissão técnica, que, longe do clube, poderiam ter melhores condições de renda pessoal. Mas, estão colocando seu conhecimento e seu coração à serviço de uma paixão. 

Há alguns dias, tomando um café na Confeitaria Carolina’s, o Dr. Sérgio Lângaro, antigo médico do alviverde, na mesma mesa que o presidente Gilmar Rosso, lhe perguntou: Quando deu a renda do último jogo, em casa? Sem nenhum constrangimento, o presidente respondeu: Exatamente R$126,00 reais,a renda tinha sido penhorada. A pergunta que ficou no ar: Como é que se faz futebol sem dinheiro? 

No último final de semana ouvimos e lemos a notícia que o Gaúcho vencera o Três Passos e estava classificado para a semifinal do acesso. Mais um milagre escrito em verde e branco.

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