sexta-feira, 27 de maio de 2011




26/5/2011

Postado por: Marco Antonio Damian





HISTÓRIA

Vocês notaram que os jogadores baixinhos estão desaparecendo do futebol? A rigor, nesta brasileirão, apenas Madson, do Atlético Paranaense é o representante da classe. Claro que nem sempre foi assim. Os baixinhos eram muitos, geralmente ponteiros. Possuíam habilidade no trato com a bola, velocidade e coragem. Apanhavam para valer. Valia pontapés, empurrões, socos, dos truculentos laterais e zagueiros. Mas os baixinhos não se intimidavam e partiam com a bola para cima, para dribles e cruzamentos. Lembro de vários. Babá, ponteiro-direito do Juventude e que depois atuou no Grêmio. O ataque tricolor tinha Babá, Joãozinho (outro pequenininho), Alcindo e Volmir. Butiaco brilhou no Riograndense de Santa Maria, Ypiranga e Aimoré. Tinha enorme habilidade e velocidade espantosa. Ambos são falecidos. No futebol de Passo Fundo o mais conhecido foi Mosquito, ponteiro-direito do Gaúcho. Mosquito não tinha muita técnica, era pequenino, porém, forte. Em 1973, numa partida entre Ypiranga x Gaúcho no Colosso da Lagoa, terminou numa briga generalizada. Começou com Daizon Pontes e o goleiro Valdir e se espalhou entre todos os jogadores, dirigentes, reservas e quem tivesse dentro do campo. Exceção do árbitro, bandeirinhas e Mosquito, o único que não foi expulso. Perguntado do por que não se meteu na briga. A resposta foi óbvia. Daquele tamanhozinho não tinha o que fazer no sururu generalizado. Mosquito retornou a Santa Catarina, de onde viera. 

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