sábado, 14 de maio de 2011

Memórias do Esporte


Memórias do Esporte
Sexta-Feira, 13/05/2011 por Meirelles Duarte

Gaúcho completa 93 anos vivendo a mais grave crise de sua história
A cada ano, no 12 de maio, sempre reservei as melhores colunas do jornal e os espaços nobres das emissoras onde trabalhei. Hoje, além desta coluna que me tem dado a certeza do grande público que a lê, a cada final de semana, também no Canal 20 da NET, na segunda feira, reservo um espaço exclusivo do alviverde, como espaço exclusivo também tem o Passo Fundo, a Bocha e agora o Futsal. Nunca, pelo que me recordo, me vi obrigado a referências tão preocupantes quanto ao futuro do aniversariante, quase centenário, como o que nos oferece o momento em que vivemos. Sempre reafirmo as razões de meu ingresso no rádio local, há 59 anos, depois de l ano em Getúlio Vargas, onde iniciei. Os principais clubes da cidade, em l952, Gaúcho e l4 de Julho estavam licenciados na Federação de Futebol, com escassas possibilidades de um retorno imediato, com seus estádios abandonados, diretorias em licença, torcedores amargurados, depois de terem vivido memoráveis jogos clássicos que reunião multidões vibrantes e fanáticas. Lutei muito, remotivei a cidade jogando torcedores em duelos de preferência, até ver novas diretorias surgirem e novos plantéis formados. Estava salvo o nosso futebol. No decorrer dos anos, após l966, quando o Gaúcho ingressou na Divisão Especial, muitas foram as ocasiões em que se viu rebaixado, porém com forças redobradas e retornando ao lugar que era o seu. O mesmo aconteceu com o 14 de Julho, a partir de dois anos seguidos. Cair e voltar são fatores naturais do futebol. Mas nada se iguala, em gravidade como a atual crise que se abateu sobre o nosso aniversariante do mês.  A criminosa demolição de sua sede, do seu patrimônio, sem aguardar-se por uma decisão judicial, tudo feito ao arrepio da Lei, é que não se pode aceitar ou suportar. Mesmo levando o patrimônio material, preservada está a imagem, o nome, o emblema, as cores, enfim, a vida do clube que não pode ser jogada ao lixo da história. Os responsáveis, acredito, mais hoje, mais amanha, serão responsabilizados, para sofrerem o repúdio da cidade, se é que terão condições de aqui continuarem a residir. Em homenagem aos 93 anos que foram comemorados num concorrido almoço no dia 12, trago hoje duas fotos que falam bem da grandiosidade do clube e que afirmam continuar muito vivo nos corações dos seus torcedores. Os senhores estão vendo, no alto, três nomes, três momentos, três etapas do clube .-Wolmar Salton, o grande e consagrado patrono que deu o melhor de sua vida pelo clube, Antonio Junqueira da Rocha, um dos fundadores em l918, ambos falecidos, e Aniello D'Arienzo que presidindo o clube em várias gestões, soube elevar o clube as suas maiores conquistas.Embaixo os heróis na grande luta da sobrevivência do clube, o atual Presidente Gilmar Rosso e sua jurídica, Patrícia Alovisi, que tem conseguido grandes vitórias nos tribunais e que nos renova a esperança da sobrevivência da agremiação, no dia em que me homenagearam pelos meus 60 anos de militância na crônica esportiva. Que os festejos dos próximos 94 anos, sejam já de comemoração de novas e importantes conquistas não só no terreno esportivo, mas, principalmente, no seus valiosos patrimônios que são, o material e sua gigantesca torcida.

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